Erica Pimentel S. Souza

Qual a diferença entre um saco de batatas e uma porção de purê de batatas?

Quando olhamos para o saco de batatas é possível perceber cada uma individualmente. Vemos os limites ( a casca), onde começa e onde termina cada uma. Mesmo se cozinharmos as batatas inteiras e com casca, continuamos percebendo as individualidades: diferenças, imperfeições, características específicas.
Mas se fizermos um purê com as batatas cozidas, misturamos todas e não é mais possível identificar as unidades em separado.
O que isso tem a ver com os nossos relacionamentos familiares?
Em nome da unidade familiar, às vezes perdemos nossas características pessoais, e podemos também perder os limites, a noção de quem somos e de quem é o outro. Não nos diferenciamos.
Viver em família é buscar o equilíbrio entre o individual e o coletivo, os projetos pessoais e os sonhos em comum.

Erica Pimentel S. Souza


Pelas manhãs, quando levo meus filhos à escola, normalmente vamos ouvindo uma rádio, e tenho percebido que as músicas atuais falam dos relacionamentos de uma forma muito superficial e até mesmo dos amores de uma noite. Especialmente hoje, meu coração ficou apertado quando parei para observar a letra de uma música que tem sido cantada e está fazendo muito sucesso. Preste atenção:

Não era pra você se apaixonar

Era só pra gente ficar
Eu te avisei!
Meu bem eu te avisei
Você sabia que eu era assim
Paixão de uma noite que logo tem fim
Eu te falei meu bem eu te falei


Chora, me liga, implora
Meu beijo de novo
Me pede socorro
Quem sabe eu vou te salvar
Chora, me liga, implora
Pelo meu amor
Pede por favor
Quem sabe um dia eu volto a te procurar


Será que temos que implorar o amor do outro? É nisso que realmente estamos acreditando?

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